Programação - 16 de agosto de 2026
Clique no evento e confira mais detalhesO Capitão é intransigente. Sempre furioso dá ordens o tempo todo. Os pobres marujos só correm! É pra lá, é pra cá… e quando pensam que vão descansar… lá vem o Capitão com mais ordens. Mas um dia a coisa tem que mudar. Afinal, a vida tem dessas coisas. E foi em meio a um tremendo susto que tudo mudou!
Contação de história com papel.
Classificação: LIVRE.
A fada Plim-Plim mora numa escola e Mery Petty conta como a conheceu. A partir daí elas viram amigas e Mery Petty recebe dela um presente: A TESOURA MÁGICA! Mas o que ela corta? Isso é um mistério… Só te conto pessoalmente! Vai perder essa chance?
Contação de história com papel e tesoura.
Classificação: LIVRE.
A fada Plim-Plim mora numa escola e Mery Petty conta como a conheceu. A partir daí elas viram amigas e Mery Petty recebe dela um presente: A TESOURA MÁGICA! Mas o que ela corta? Isso é um mistério… Só te conto pessoalmente! Vai perder essa chance?
Contação de história com papel e tesoura.
Classificação: LIVRE.

É uma intervenção cênica multilinguagem, que usa o teatro de animação como veículo para contar as histórias escritas pelo escritor lageano Guido Wilmar Sassi, que versam sobre a beleza e as agruras desse sertão de araucárias, reconhecendo suas desigualdades, falando do povo do Planalto Catarinense (da beira ao centro) e, também, da relação simbiótica entre as pessoas e o meio. Para isso, Amigo Velho, um boneco híbrido, carrega na sua gaiota, micro-universos, compostos por personagens e objetos singelos, contando essas histórias, tanto pela sua materialidade, como pela ação cênica
Ficha técnica
Atuação e construção dos Bonecos : Adilson Freitas
Direção de Cena: Jô Fornari
Orientação de Pesquisa e Criação Artística : Maysa Carvalho
Orientação de Pesquisa: Maria Fernandes
Design Gráfico e Figurino: Morgana Oliveira
Direção Musical e Composições: Evandro Souza
Construção da Gaiota: Márcio Machado
Mediação de Raphael Rocha Lopes (Jaraguá do Sul/SC)
A inteligência artificial já escreve, traduz, pinta, desenha, cura acervos, sugere leituras e até compõe poemas. Mas o que acontece quando as máquinas aprendem a imitar o pensamento humano sem compartilhar suas responsabilidades? Nesta mesa intermediada por Raphael Rocha Lopes (advogado e pesquisador com foco em transformação digital, educação digital e disrupção tecnológica), Marcus Bruzzo conduz uma reflexão urgente sobre os limites éticos da IA na cultura, na linguagem e na vida cotidiana.
A conversa parte de uma pergunta simples e perturbadora: quem responde pelos erros (e pelas escolhas) de um sistema que aprende sozinho? Entre vieses algorítmicos, automatização do trabalho criativo e a crescente dependência das ferramentas digitais, Bruzzo propõe um olhar crítico sobre o que significa pensar, criar e se responsabilizar em um mundo mediado por algoritmos.
Uma mesa para quem acredita que a tecnologia precisa ser interrogada, e não apenas celebrada.

Marcus Bruzzo é autor de “Ética como postura: uma ferramenta para solucionar conflitos do mundo real” (2026), “Seremos dados: A filosofia da perda dos espaço humano para a inteligência artificial”(2026), “O Universo dos sonhos técnicos: Como as inteligências artificiais redefinirão nossa imaginação” (2025) e “Um minuto e meio: Temas da filosofia do mundo contemporâneo” (2025). Mestre em filosofia – semiótica da cultura pela Universidade de Tartu, na Estônia, e mestre em mídia pela ECA-USP. Pós-graduado em comunicação e semiótica e em história social da arte. Pesquisador de cultura e tecnologia, atua com gestão de times criativos em design instrucional, novas interfaces e experiências digitais.
Classificação: a partir de 14 anos.
Mediação de Luciana Tiscoski
Atração com tradução simultânea
Duas das vozes mais originais da literatura contemporânea latino-americana se encontram para discutir o que há de mais íntimo e urgente em suas obras: a forma como a linguagem pode capturar (e às vezes trair) vidas e personagens.
A colombiana Margarita García Robayo constrói narrativas em que o deslocamento geográfico e afetivo se traduz em uma prosa de precisão cirúrgica. Suas protagonistas habitam zonas de desconforto (mulheres entre países, entre classes, entre versões de si mesmas). Adriana Lunardi ancora-se na linguagem e numa temporalidade muito própria: sua escrita explora a íntima correlação entre o ambiente físico e as paisagens interiores de suas personagens. Nesta conversa, as duas autoras refletem sobre os desafios de narrar e as suas escolhas formais. Entre o realismo visceral e a delicadeza da linguagem, García Robayo e Lunardi colocam em diálogo duas poéticas que, partindo de lugares distintos, chegam à grande pergunta: o que se perde (ou se salva) quando se coloca em palavras a dor, a morte e o amor?
Margarita García Robayo nasceu em Cartagena das Índias, Colômbia. Viveu entre Europa e América até se fixar em Buenos Aires. Sua obra foi traduzida para mais de dez idiomas, incluindo inglês, francês, italiano, turco, hebraico, islandês, dinamarquês e chinês. Em 2018, a coletânea “Fish Soup” foi eleita pelo The Times como um dos melhores livros do ano no Reino Unido, e em 2020 o romance “Holiday Heart” recebeu o English PEN Award. No Brasil, foram publicados três livros, todos pela editora Moinhos: “A encomenda” (2024), “Coisas piores” (2023) e “Até que passe um furacão” (2022). Em 2026 a editora espanhola Anagrama lançou “Primera persona”, uma coletânea de seus contos escritos entre 2011 e 2025.
Adriana Lunardi é autora de “Contos céticos” (2024), “A vendedora de fósforos” (2011), “Corpo estranho” (2006) e “Vésperas”. Foi publicada na França, em Portugal e na Argentina, entre outros países. Recebeu os prêmios Açorianos, Biblioteca Nacional para Obras em Andamento, Fumproarte e Icatu de Artes. Seu livro “Vésperas” é leitura indicada nos vestibulares UDESC 2026 e UFSC 2027. É coautora do seriado de TV “Ilha de Ferro” (Globo, 2019). Nasceu em Xaxim, no oeste de Santa Catarina, e vive no Rio de Janeiro/RJ.
O Capitão é intransigente. Sempre furioso dá ordens o tempo todo. Os pobres marujos só correm! É pra lá, é pra cá… e quando pensam que vão descansar… lá vem o Capitão com mais ordens. Mas um dia a coisa tem que mudar. Afinal, a vida tem dessas coisas. E foi em meio a um tremendo susto que tudo mudou!
Contação de história com papel.
Classificação: LIVRE.
Mediação de Stefania Ceolla
Em que momento a história termina e a ficção começa? Qual a fronteira entre o documento e a invenção, entre o arquivo e a imaginação? Os dois autores catarinenses, cada um a seu modo, habitam esse território limiar em suas obras (onde personagens inventados carregam memórias reais, onde o específico do lugar revela o universal do humano, e onde escrever sobre o passado é sempre, também, um gesto sobre o presente). Da colonização do sul do Brasil à perseguição das línguas de imigrantes, do Estado Novo às feridas culturais que ainda não têm nome, Maschio e Labes propõem que a ficção não substitui a história, mas vai onde o arquivo não chega.
Marcelo Labes é poeta e prosador. É autor de “Memória do Chão” (2025), e dos livros “Deus não dirige o destino dos povos” – Prêmio Cruz e Sousa em 2025, “Amor de bicho”, “O nome de meu pai”, “Três porcos” – Prêmio Machado de Assis em 2021 e “Paraízo-Paraguay” – vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura em 2020. Enclave (Patuá, 2018) foi finalista do Prêmio Jabuti em 2019 na categoria Poesia.
Gabriel Maschio é natural de Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí, mora em Floripa, é doutor em Sociologia e Ciência Política pela UFSC e se dedica à escrita desde 2020. Publicou o roteiro literário “Ondina” na coletânea “Dos Filmes Que Ainda Não Fizemos”, em 2021, mesmo ano em que saiu seu primeiro romance, “Cicatrizes Solares”. Em 2025 lançou o romance “Rua do Inhame”.
