Programação - 15 de agosto de 2026
Clique no evento e confira mais detalhesA Bruxa está arrependida! Isso mesmo! Se arrependeu do que fez com a Branca de Neve! E agora? O que fazer ? Como é que ela vai fazer as pazes com a Branca de Neve Afinal ela não foi nada boazinha. Isso eu quero ver!!!
Classificação: LIVRE.
A fada Plim-Plim mora numa escola e Mery Petty conta como a conheceu. A partir daí elas viram amigas e Mery Petty recebe dela um presente: A TESOURA MÁGICA! Mas o que ela corta? Isso é um mistério… Só te conto pessoalmente! Vai perder essa chance?
Contação de história com papel e tesoura.
Classificação: LIVRE.
A fada Plim-Plim mora numa escola e Mery Petty conta como a conheceu. A partir daí elas viram amigas e Mery Petty recebe dela um presente: A TESOURA MÁGICA! Mas o que ela corta? Isso é um mistério… Só te conto pessoalmente! Vai perder essa chance?
Contação de história com papel e tesoura.
Classificação: LIVRE.

Entre o pó da madeira e o fio da memória nasce o espetáculo “A Dança do Urubu e
o Mimizinho Curandô”, unindo teatro de bonecos aos saberes da tradição oral. A montagem celebra a trajetória de Miguel Antunes de Freitas, o Mestre Mimi, e a trama narra sua infância, revelando como o pequeno “Mimizinho” enfrentou desafios para realizar seus sonhos.
Inspirado na vivacidade do Teatro de Mamulengo, o espetáculo expande as fronteiras da tradição oral através do teatro de bonecos popular. Com uma estética profundamente ligada ao território serrano, a montagem utiliza personagens esculpidos em serragem, dando corpo e textura à história reinventada de Mestre Mimi. O resultado é uma dramaturgia original que transforma resíduos de madeira em poesia visual, garantindo que o legado do Mestre continue a pulsar no imaginário das novas gerações.
Ficha técnica
Concepção: Adilson Freitas
Direção: Maria Fernandes
Dramaturgia, bonecos, adereços e cenário: Adilson de Oliveira Freitas e Maria Fernandes
Brincante bonequeiro: Adilson Freitas
Confecção dos figurinos: Maria Celi Rosa Machado
Empanada e cenografia: Morgana Oliveira
Confecção da empanada: Marcio Machado
Trilha sonora original: Adilson Freitas e Cleyton de Bará
A Bruxa está arrependida! Isso mesmo! Se arrependeu do que fez com a Branca de Neve! E agora? O que fazer ? Como é que ela vai fazer as pazes com a Branca de Neve Afinal ela não foi nada boazinha. Isso eu quero ver!!!
Classificação: LIVRE.
Mediação de Luciana Tiscoski
Atração com tradução simultânea
Duas das vozes mais originais da literatura contemporânea latino-americana se encontram para discutir o que há de mais íntimo e urgente em suas obras: a forma como a linguagem pode capturar (e às vezes trair) vidas e personagens.
A colombiana Margarita García Robayo constrói narrativas em que o deslocamento geográfico e afetivo se traduz em uma prosa de precisão cirúrgica. Suas protagonistas habitam zonas de desconforto (mulheres entre países, entre classes, entre versões de si mesmas). Adriana Lunardi ancora-se na linguagem e numa temporalidade muito própria: sua escrita explora a íntima correlação entre o ambiente físico e as paisagens interiores de suas personagens. Nesta conversa, as duas autoras refletem sobre os desafios de narrar e as suas escolhas formais. Entre o realismo visceral e a delicadeza da linguagem, García Robayo e Lunardi colocam em diálogo duas poéticas que, partindo de lugares distintos, chegam à grande pergunta: o que se perde (ou se salva) quando se coloca em palavras a dor, a morte e o amor?
Margarita García Robayo nasceu em Cartagena das Índias, Colômbia. Viveu entre Europa e América até se fixar em Buenos Aires. Sua obra foi traduzida para mais de dez idiomas, incluindo inglês, francês, italiano, turco, hebraico, islandês, dinamarquês e chinês. Em 2018, a coletânea “Fish Soup” foi eleita pelo The Times como um dos melhores livros do ano no Reino Unido, e em 2020 o romance “Holiday Heart” recebeu o English PEN Award. No Brasil, foram publicados três livros, todos pela editora Moinhos: “A encomenda” (2024), “Coisas piores” (2023) e “Até que passe um furacão” (2022). Em 2026 a editora espanhola Anagrama lançou “Primera persona”, uma coletânea de seus contos escritos entre 2011 e 2025.
Adriana Lunardi é autora de “Contos céticos” (2024), “A vendedora de fósforos” (2011), “Corpo estranho” (2006) e “Vésperas”. Foi publicada na França, em Portugal e na Argentina, entre outros países. Recebeu os prêmios Açorianos, Biblioteca Nacional para Obras em Andamento, Fumproarte e Icatu de Artes. Seu livro “Vésperas” é leitura indicada nos vestibulares UDESC 2026 e UFSC 2027. É coautora do seriado de TV “Ilha de Ferro” (Globo, 2019). Nasceu em Xaxim, no oeste de Santa Catarina, e vive no Rio de Janeiro/RJ.
Mediação de Luciana Tiscoski
Um dos livros mais importantes da história da literatura brasileira, “Um Defeito de Cor” (2006), completa vinte anos de sua publicação. Vencedor do Prêmio Literário Casa de las Américas, o romance inspirou o samba-enredo da Portela no Carnaval de 2024 e foi eleito pela Folha de São Paulo o melhor livro brasileiro de ficção no século XXI. Nesta mesa-homenagem com a presença da autora, mergulharemos nesta narrativa que é ao mesmo tempo saga familiar, registro historiográfico e revolução literária.
“Um defeito de cor” conta a saga de Kehinde, mulher negra que, aos oito anos, é sequestrada no Reino do Daomé, atual Benin, e trazida para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia. Ana Maria Gonçalves constrói uma narrativa que desafia as convenções do português padrão, incorporando elementos das línguas africanas, crioulos, e estruturas gramaticais que refletem a experiência de quem fala de dentro da diáspora. Não é apenas uma questão de representação, é uma questão política e estética: a linguagem se torna o instrumento de resistência e de afirmação de uma identidade que a escravidão tentou aniquilar.
Ana Maria Gonçalves é roteirista, dramaturga e professora de escrita criativa. Viveu oito anos nos Estados Unidos, onde foi escritora residente nas universidades de Tulane, Stanford e Middlebury, e publicou contos em Portugal, Itália e nos EUA. Em julho de 2025, foi eleita para a Academia Brasileira de Letras, tornando-se a primeira mulher negra em 128 anos de história da instituição.
